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31 de julho, 2006 - 14h07 GMT (11h07 Brasília)

Israel retoma bombardeios após anunciar trégua

Apesar de ter anunciado uma trégua de 48 horas nos bombardeios aéreos contra o Líbano, os aviões de Israel continuam a atacar alvos no sul do país nesta segunda-feira.

Israel diz que os ataques aéreos visam fornecer apoio aos seus soldados no solo, durante as batalhas que vêm acontecendo com militantes do Hezbollah.

O país disse que se reserva o direito de atacar alvos se julgar que seus militares ou civis estão sob ameaça.

Israel vai realizar ataques maiores e mais contundentes, disse o ministro da Defesa do país, Amir Peretz, ao Parlamento israelense nesta segunda-feira.

'Humanitário'

Ele disse que o país não pode concordar com um cessar-fogo imediato.

Peretz disse que se a ofensiva for interrompida, "os extremistas vão voltar a levantar a cabeça" e a ameaça a Israel voltará.

Israel interrompeu os bombardeios aéreos no sul do Líbano por 48 horas para que se possa investigar a morte de civis na cidade de Qana, no sul do país.

Pelo menos 54 pessoas morreram - entre elas, muitas crianças - em um ataque de aviões a uma casa. Foi o ataque mais violento desde o começo da crise, em 12 de julho.

Peretz descreveu o cessar-fogo temporário no sul do Líbano, que Israel encara como uma oportunidade para civis fugirem dali, como um "gesto humanitário".

"Não há mudança no nosso objetivo", disse Peretz. "Um gesto humanitário não vai afetar as metas da ofensiva. O Exército vai expandir e aprofundar suas ações contra o Hezbollah."

Durante seu discurso, Peretz foi interrompido diversas vezes por deputados árabes do parlamento israelense.

Nesta segunda-feira, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos vão buscar nas Nações Unidas uma resolução que estabeleça ainda nesta semana o cessar-fogo.