31 de julho, 2006 - 16h09 GMT (13h09 Brasília)
O Irã deve parar com todas as suas atividades de enriquecimento de urânio ou enfrentar a possibilidade de sanções econômicas e diplomáticas, segundo uma resolução aprovada nesta segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.
Se o Irã não "suspender todas as atividades relativas ao enriquecimento e reprocessamento, incluindo pesquisa e desenvolvimento" até 31 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU poderá tomar "medidas apropriadas", de acordo com a resolução.
O Irã havia dito na semana passada que responderia no dia 22 de agosto se aceita ou não o pacote de incentivos proposto em junho para que o país suspenda suas atividades nucleares.
No entanto, o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou no domingo que a crise no Líbano pode levar o país a reavaliar sua resposta ao pacote de incentivos.
"Se alguma resolução contra o Irã for aprovada amanhã (nesta segunda-feira), o pacote será deixado de fora da agenda (de discussão)", afirmou também o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Reza Asefi, no mesmo dia.
Rússia e China
O texto foi aprovado por 14 votos a 1. O Catar foi o único que se posicionou contra a resolução.
O documento foi originalmente formulado pela Grã-Bretanha, Alemanha e França, com apoio americano.
A resolução aprovada é mais branda, por insistência de Rússia e China, do que versões anteriores que previam sanções imediatas.
Na última sexta-feira, o Irã pediu pela continuidade das negociações internacionais, possibilidade refutada a menos que o país suspenda seu programa de enriquecimento de urânio.
Os Estados Unidos e outros países ocidentais acusam o Irã de usar seu programa nuclear como fachada para a produção de armas.
O Irã insiste que o programa tem fins pacíficos e o único objetivo é a produção de eletricidade.