30 de julho, 2006 - 10h27 GMT (07h27 Brasília)
A comunidade internacional reagiu com veemência ao ataque israelense a Qana, no sul do Líbano, onde um violento ataque israelense neste domingo deixou pelo menos 54 civis mortos.
O rei Abdullah, da Jordânia, tradicional aliado dos Estados Unidos e um dos poucos países árabes que mantém relações com Israel, disse que o ataque foi um “crime horrível” e uma gritante violação da lei internacional.
Jacques Chirac, presidente da França, disse que se tratava de uma “ação injustificável” e que mostrava mais uma vez como um cessar-fogo era necessário.
A secretária de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, disse que a morte dos civis era “pavorosa” e reafirmou que o governo britânico defendia uma resposta proporcional de Israel ao Hezbollah.
O premiê israelense, Ehud Olmert, afirmou que os habitantes do edifício foram avisados do ataque e que o lugar foi alvejado porque o Hezbollah usava as imediações para disparar foguetes contra o norte de Israel.
O Hezbollah, milícia libanesa em confronto com Israel, disse que o ataque a Qana foi um “massacre horrível” e prometeu retaliações.
Condolências
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice se disse “profundamente entristecida” com o bombardeio e ofereceu as condolências do presidente americano, George W. Bush, e do povo americano, adicionando que as operações militares israelenses estavam causando “preocupação”.
O chefe de Política Externa da União Européia, Javier Solana, disse que nada justificava a morte de civis inocentes.
Pedidos de um cessar-fogo imediato vieram dos primeiros-ministros palestino, Mahmoud Abbas, e egípcio, Hosni Mubarak, além do Papa Bento XVI.
O Irã disse que oficiais israelenses e americanos deveriam ser julgados criminalmente, enquanto a Síria classificou o ataque a Qana de terrorismo de Estado.