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30 de julho, 2006 - 15h17 GMT (12h17 Brasília)

ONU convoca reunião de emergência depois de ataque

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência para a tarde deste domingo para discutir a crise no Oriente Médio, depois da morte de 54 civis num ataque israelense na cidade libanesa de Qana.

A reunião do Conselho de Segurança foi anunciada no momento em que a França circulava um rascunho de uma resolução pedindo um cessar-fogo imediato no Líbano.

Ao abrir o encontro, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o ataque a Qana havia provocado indignação em todo o mundo.

Ele pediu que o Conselho de Segurança condenasse o bombardeio da forma mais dura possível e que apoiasse seu pedido por uma trégüa imediata no Líbano.

Annan afirmou que ninguém discutia o direito de Israel de se defender, mas que o país havia feito isso de uma maneira que estava causando morte e dor inaceitáveis.

Os Estados Unidos dizem que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, vai voltar de Israel na segunda-feira para trabalhar numa resolução.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, afirmou que os ataques israelenses à cidade de Qana são “crimes de guerra”, segundo a agência de notícias AFP.

Numa entrevista coletiva, Siniora disse que não há possibilidade de negociações antes de um cessar-fogo e pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) convocasse uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

Atos criminosos

“Não há lugar nesta triste manhã para nenhuma discussão antes que um cessar-fogo imediato e incondicional seja decretado e uma investigação internacional sobre os massacres israelenses no Líbano se inicie”, afirmou Siniora.

"A persistência de Israel nesses atos criminosos contra civis não irá destruir a determinação do povo libanês", afirmou o premiê à agência de notícias Reuters.

A visita a Beirute de Condoleezza Rice, secretária de Estado americana, foi cancelada depois do ataque.

Num encontro com Rice no sábado à noite, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou não estar com pressa de assinar uma trégüa, sem antes ter atingido seus objetivos com a ofensiva.

Ele disse que precisaria de mais 10 a 14 dias para colocar um fim aos ataques.