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29 de julho, 2006 - 11h20 GMT (08h20 Brasília)

Morte de observadores da ONU 'ameaça força de paz'

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a morte de quatro de seus observadores no sul do Líbano poder afastar países de participarem em uma força de paz a ser mandada à região.

Mark Malloch-Brown, vice secretário-geral da ONU, disse que a entidade aceitou as desculpas de Israel pelas mortes, mas que ainda está “muito preocupado”.

Ele disse que as mortes eram uma ameaça “a todo o conceito da força de paz”, disse.

“O envio de uma força de paz é uma tarefa perigosa e nós dependemos muito do apoio da comunidade internacional, e quando pessoas morrem, não é um simples acidente que se possa deixar de lado”.

Para Mark Malloch-Brown, Washington terá de pensar “seriamente” sobre o seu pedido para que uma força de paz multi-nacional seja enviada ao Líbano.

Israel recusou o pedido da ONU para fazer uma trégua de três dias no combate no sul do Líbano, para que ajuda humanitária pudesse ser enviada à região.

Para o governo de Israel a trégua é “desnecessária”, pois o Exército israelense já mantém corredores para o envio de ajuda humanitária, mas o coordenador de ajuda da Onu, Jan Egeland, considera os mesmos insuficientes.

Neste sábado, a secretária de estado americana, Condoleezza Rice, desembarcou em Jerusalém, na sua segunda visita à região em cinco dias. Ela se encontrará com líderes israelenses e libaneses para conseguir apoio à proposta de envio de uma força de paz multi-nacional ao Líbano.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou que os líderes mundiais discutiriam, nesta segunda-feira, o envio de uma “força de estabilização” ao Líbano.