26 de julho, 2006 - 21h48 GMT (18h48 Brasília)
O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein disse nesta quarta-feira durante mais uma sessão do seu julgamento que, se for condenado à morte, prefere a morte por fuzilamento à forca.
De acordo com o iraquiano, a morte por tiros seria uma execução mais adequada para um militar de carreira como ele.
A promotoria está pedindo a pena de morte para Saddam, que está sendo julgado por crimes contra a humanidade ao lado de outros sete ex-integrantes do seu governo, derrubado pela invasão militar liderada pelos Estados Unidos em 2003. Todos os réus alegam inocência.
As agências de notícias divulgaram nesta quarta-feira que o ex-presidente teria encerrado a greve de fome que já durava mais de duas semanas ao almoçar no tribunal.
"Saddam comeu carne, arroz, pão e coca que ele trouxe do hospital", disse uma fonte à agência Reuters.
'À força'
Ele estava internado no hospital desde domingo por causa de sua greve de fome, iniciada supostamente no dia 7 de julho em protesto contra o assassinato de três de seus advogados.
Ainda nesta quarta-feira, Saddam disse ter sido levado contra sua vontade do hospital para o tribunal.
“Sua excelência, presidente do tribunal, eu fui trazido aqui à força”, disse Saddam.
O julgamento foi reiniciado na segunda-feira na ausência do líder, que estava internado no hospital.
Nesta quarta-feira, após ser levado ao local do julgamento, ele disse: “Eu fui trazido contra minha vontade diretamente do hospital”.
“Os americanos insistiram que eu viesse contra a minha vontade. Não é justo.”
Sua equipe de defesa vem boicotando o julgamento, e novos advogados substitutos foram nomeados.
Saddam disse ao presidente do tribunal que rejeitava os novos advogados nomeados para defendê-lo.