26 de julho, 2006 - 00h15 GMT (21h15 Brasília)
Doadores internacionais prometeram US$ 750 milhões para o fundo de recuperação econômica do Haiti no próximo ano fiscal.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira, ao final de uma reunião de um dia de representantes do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e União Européia, entre outros, na capital haitiana, Porto Príncipe.
O montante é maior do que o pedido pelo governo do Haiti.
Antes do encontro, as autoridades haitianas disseram que precisavam de pelo menos US$ 540 milhões para ajudar a estabilizar a frágil economia do país.
A promessa de mais fundos se segue a uma onda de seqüestros e violência de gangues na semana passada, que despertou preocupação sobre a segurança no país caribenho.
A polícia federal americana, FBI, teve que intervir para garantir a libertação de dois missionários dos Estados Unidos que haviam sido seqüestrados.
Ao longo do último ano, 43 cidadãos americanos foram seqüestrados no Haiti, informaram as autoridades, de acordo com a agência de notícias EFE.
Integrantes de gangues armadas travaram um tiroteio com soldados de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
A segurança no Haiti melhorou depois de eleições em fevereiro, e da chegada de René Préval à Presidência, em maio, mas gangues realizaram mais ataques recentemente, inclusive o massacre de cerca de 20 pessoas em meados deste mês.
A força de paz da ONU, que conta com 9 mil soldados comandados por brasileiros, foi enviada ao país caribenho para restaurar a ordem após a derrubada, em fevereiro de 2004, do então presidente Jean-Bertrand Aristide, que deixou o governo em meio a uma violenta rebelião.