25 de julho, 2006 - 23h25 GMT (20h25 Brasília)
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a força aérea israelense destruiu um de seus postos de observação no Líbano, matando quatro observadores militares desarmados que se abrigavam no local.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse em nota oficial que está chocado com "o que parece ter sido um ataque deliberado".
Um porta-voz de Annan afirmou que o ataque em um posto da ONU antigo e claramente sinalizado ocorreu apesar de garantias pessoais dadas ao secretário-geral pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de que as posições da organização não seriam alvejados.
A ONU disse que o ataque aéreo ocorreu depois que o posto foi atingido 14 vezes por artilharia israelense, e que uma equipe de resgate também foi atacada quando tentava remover os escombros.
Os observadores eram cidadãos da Áustria, Canadá, China e Finlândia.
Por telefone, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert disse a Annan que lamenta profundamente a morte dos observadores.
Ele explicou que o posto foi atingido por engano e prometeu abrir uma investigação para apurar as circunstâncias do ataque.
O incidente ocorreu num momento em que Israel anuncia que vai manter o controle de uma área no sul do Líbano até que possa ser enviada uma nova força internacional.
O envio dessa nova força internacional será discutido em reunião de emergência em Roma, na quarta-feira.
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, participará do encontro depois de encerrar seu giro pelo Oriente Médio nesta terça-feira.
Mais de 380 libaneses e 42 israelenses morreram em quase duas semanas de conflito no Líbano, iniciado depois que o Hezbollah capturou dois soldados de Israel em uma incursão em território israelense no dia 12 de julho.
A missão da ONU, Unifil, vem operando na área da fronteira do Líbano com Israel desde 1978, e atualmente possui 2.000 integrantes.