25 de julho, 2006 - 03h54 GMT (00h54 Brasília)
O grupo de defesa de direitos humanos Human Rights Watch, sediado em Nova York, divulgou evidências que, afirma, mostram que Israel usou bombas de fragmentação em áreas civis durante a sua ofensiva no Líbano.
Segundo a organização, um ataque de artilharia com munições de fragmentação em um vilarejo na semana passada matou uma pessoa e deixou 12 feridas, inclusive sete crianças.
O diretor-executivo do grupo, Kenneth Roth, alega que tais armas não têm precisão e não devem ser usadas em áreas povoadas.
O Exército israelense afirmou que o uso de munições de fragmentação não contraria leis internacionais e que está investigando o incidente.
Críticos deste tipo de armamento destacam que elas deixam para trás um grande número de pequenas bombas sem explodirem, que costumam matar crianças muito tempo depois de disparadas.
A munição supostamente usada por israelenses no Líbano têm uma margem de erro de uma em sete, que o Humanb Rights Watch considera alto demais.