25 de julho, 2006 - 18h59 GMT (15h59 Brasília)
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou nesta terça-feira à Rússia para uma visita de três dias, em que deve assinar acordos para a compra de jatos de guerra e helicópteros.
O anúncio do acordo despertou a ira dos Estados Unidos, que tentaram persuadir a Rússia a não fornecer armamentos para a Venezuela.
Chávez chegou ao país após uma visita à vizinha Belarus, onde se encontrou com o presidente Alexander Lukashenko, que comparte suas opiniões antiamericanas.
Lá ele assinou uma série de acordos nas áreas de tecnologia militar, energia e agricultura.
A primeira parada de Chávez na Rússia foi a cidade de Volgogrado, antiga Stalingrado, e depois o presidente visitaria Izhevsk, nos Urais, onde são fabricados os rifles Kalashnikov.
Na quarta-feira, ele viajará para Moscou, onde se encontra com o presidente Vladimir Putin na quinta.
Compra de armamentos
Chávez planeja assinar um acordo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,2 bilhões) por 30 jatos e 30 helicópteros.
O presidente da Venezuela está usando os lucros da venda de petróleo para modernizar o Exército do país.
Em um acordo anterior, ele acertou a compra de 100 mil rifles Kalashnikov e tem planos de montar fábricas para produzir o armamento em território venezuelano.
Chávez viaja ainda para o Catar, Irã, Vietnã e Mali, depois de abandonar planos de visitar a Coréia do Norte.
Belarus
Durante a visita à Belarus, Chávez e Lukashenko trocaram elogios sobre estilos de liderança.
"Estou impressionado com seu conhecimento de assuntos militares", disse o presidente da Belarus ao venezuelano.
Ambos os líderes consideram que os Estados Unidos tentam tirá-los do poder.
A Casa Branca já rotulou Lukashenko de "o último ditador da Europa" e não esconde a antipatia por Chávez.
"As garras do imperialismo e da hegemonia estão se fechando sobre a Belarus", disse Chávez nesta terça. "Nossos países devem ficar com as mãos nas facas."