20 de julho, 2006 - 04h34 GMT (01h34 Brasília)
Líderes rebeldes na Chechênia rejeitaram uma oferta de anistia feita pela Rússia.
O líder rebelde Doku Umarov afirmou em uma declaração em um website partidário dos rebeldes chechenos que a oferta era uma "tentativa perdida" do Kremlin para esconder a situação real na região.
O chefe do serviço de segurança russo (FSB), Nikolai Patrushev, pediu que os rebeldes chechenos depusessem suas armas e iniciassem as negociações de paz com o governo russo.
Seu pedido ocorre depois da morte do mais procurado líder rebelde checheno, Shamil Basayev, morto na semana passada em uma explosão.
"Todos os anúncios de Moscou a respeito do 'fim da guerra' ou a chamada 'anistia'... servem como a última tentativa perdida do regime do Kremlin para envolver a situação real... em mentiras", disse Umarov em sua declaração.
'Motivados'
Umarov afirmou também que os rebeldes estão "organizados e motivados como nunca" e que a guerra vai continuar.
No último fim de semana Patrushev pediu que os rebeldes entregassem suas armas.
O chefe do FSB disse que os rebeldes teriam um julgamento justo se "eles se voltassem para o lado do povo" até o final do mês e acrescentou que esta é uma "chance real" para que os rebeldes "retornem a uma vida pacífica".
A Rússia afirma que Basayev foi morto em uma "operação especial" na república vizinha da Ingushetia, no dia 10 de julho.
Os rebeldes afirmam que Basayev e outros três militantes morreram em um acidente, quando um caminhão que transportava explosivos explodiu.
Basayev liderou a primeira tomada em massa de reféns no sul da Rússia, na cidade de Budyonnovsk, em 1995, e afirma ter estado por trás da captura de um teatro em Moscou em 2002 - que resultou na morte de 129 pessoas.
Acredita-se que ele comandou o ataque a bomba em um estádio em Grozny, capital da Chechênia, em maio de 2003, que matou o presidente pró-Rússia Akhmad Kadyrov.
Ele também é acusado de planejar uma série de grandes ataques, incluindo a invasão e cerco à escola de Beslan em 2004, no qual mais de 300 pessoas morreram, incluindo 186 crianças.