19 de julho, 2006 - 11h06 GMT (08h06 Brasília)
Numa reunião nesta quarta-feira, o governo israelense decidiu que vai manter as ofensivas no Líbano e na Faixa de Gaza simultaneamente.
Segundo um correspondente da BBC em Jerusalém, o governo israelense não está disposto a fazer esforços diplomáticos para encerrar o conflito.
Diplomatas na região dizem que o objetivo de Israel é a erradicação do Hezbollah, grupo islâmico que tem o apoio de Irã e Síria.
Mesmo assim, a comunidade internacional segue fazendo esforços diplomáticos para negociar uma saída para a crise.
O responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, se encontrou nesta quarta com a ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, para tentar uma “solução abrangente”.
Apoio americano
As recentes manobras militares israelenses ocorreram depois que o presidente americano, George W. Bush, acusou a Síria de tentar usar a crise para reforçar a sua posição política na região.
Bush sugeriu que as atividades do Hezbollah estavam sendo manipuladas pelo governo de Damasco.
“Me parece que a Síria está tentando voltar ao Líbano”, disse Bush
Na terça-feira, o presidente americano voltou a dizer que Israel tem o direito de se defender, mas se disse preocupado com o governo do novo primeiro-ministro libanês. Fouad Siniora.
“É muito importante que esse governo libanês sobreviva e tenha sucesso”, disse o presidente Bush.
Uma missão de observação da Organização das Nações Unidas (ONU) está na região há alguns dias e está preparando seu retorno a Nova York para fazer um relatório ao secretário-geral da entidade, Kofi Annan, que se reunirá com o Conselho de Segurança nesta quinta-feira.