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19 de julho, 2006 - 16h14 GMT (13h14 Brasília)

Funcionários públicos sunitas são raptados no Iraque

Pelo menos 20 muçulmanos sunitas foram seqüestrados nas proximidades da capital iraquiana, Bagdá, nesta quarta-feira em mais um episódio da violência sectária que se espalhou por grandes partes do país.

Os sunitas eram funcionários do governo, empregados de mesquitas e santuários e estavam indo do trabalho para suas casas. A Fundação Sunita, uma das maiores organizações da comunidade, acusou milícias xiitas.

Nos últimos dias a violência sectária aumentou no país, com mais de 120 vítimas fatais, a maioria delas, xiitas.

Nesta quarta-feira, pelo menos 20 pessoas foram mortas em ataques pelo país e seis corpos com marcas de tortura foram encontrados. Um general iraquiano foi morto a tiros.

Os ataques

Onze pessoas foram mortas em dois ataques diferentes em Bagdá. Um carro-bomba explodiu no centro da cidade, seguido por duas explosões menores que alvejavam a multidão que se formou para ver o ocorrido.

Uma bomba escondida em uma sacola plástica também explodiu em um mercado no leste da cidade.

Na cidade de Kirkuk, no norte do país, área predominantemente curda, uma bomba matou quatro pessoas nas proximidades de um café.

Homens armados abriram fogo em um mercado no sul de Bagdá, matando três pessoas. Os atiradores foram mortos pela polícia.

Na segunda-feira, outro mercado do sul da cidade foi atacado, por morteiros.

Pelo menos 20 homens armados abriram então fogo contra a multidão em pânico.

Civis mortos

O analista da BBC para o Oriente médio, Roger Hardy, diz que os líderes religiosos xiitas abandonaram sua política de pedir cautela para suas comunidades.

A ONU divulgou na terça-feira um relatório que afirma que o número de civis mortos no conflito iraquiano somente nos últimos dois meses chega a 6 mil pessoas.

A cifra foi obtida através do cruzamento de dados do Ministério da Saúde do Iraque e dos necrotérios do país. Os dados integram o relatório bimestral da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Iraque.

De acordo com o estudo da ONU, a maior parte das mortes ocorreu em Bagdá.