18 de julho, 2006 - 12h57 GMT (09h57 Brasília)
O governo de Israel rejeitou nesta terça-feira pedidos para pôr fim à sua campanha militar no Líbano.
A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse não ser o momento de falar em um cessar-fogo ou no envio de uma força de paz internacional ao sul do Líbano.
De acordo com Livni, os primeiros passos para pôr fim ao conflito seriam o desarmamento do grupo militante libanês Hezbollah e a ampliação controle do governo libanês até o sul do Líbano - região dominada pelo Hezbollah e onde o grupo militante mantém uma espécie de Estado à parte.
Livni afirma que entre as soluções para o conflito estão a libertação incondicional dos soldados israelenses capturados pelos ativistas libaneses e proibir o Irã e a Síria de rearmar o Hezbollah.
Encontro
As afirmações da ministra israelense foram feitas após um encontro em Jerusalém com uma delegação da ONU.
Em Bruxelas, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu a criação de uma força de paz maior e mais bem armada para promover a estabilização do sul do Líbano.
Atualmente, a ONU conta com uma força de paz no sul do Líbano formada por 2 mil soldados.
Os Estados Unidos consideram prematuro o envio de uma nova força de paz por julgar que ela não seria capaz de conter o Hezbollah.
Irã
Também nesta terça-feira, milhares de iranianos se reuniram em uma praça de Teerã em uma manifestação de apoio ao Hezbollah e contra Israel.
Durante o comício, o presidente do Parlamento iraniano, Gholam Ali Hadad-Adel, disse que Israel é um "Estado de mentira" e que os judeus que estabeleceram lá deveriam voltar para onde vieram.
O parlamentar chamou Israel de um "tumor asqueroso no corpo do mundo islâmico" e disse que nenhuma parte de Israel está segura.
A multidão presente ao evento portava bandeiras do Hezbollah e pôsteres de seu líder, Hassan Nasrullah.
Os presentes jogaram pedras e tomates contra uma bandeira de Israel e exibiram cartazes retratando o presidente americano, George W. Bush, como Hitler, Osama bin Laden e o demônio.