18 de julho, 2006 - 02h06 GMT (23h06 Brasília)
A Arábia Saudita acusou a comunidade internacional de se mostrar indiferente à ação de Israel de lançar "uma guerra total" contra o Líbano.
Em nota oficial, o governo saudita disse que o apoio absoluto de alguns países a Israel impede que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tome uma decisão.
O conselho voltou a se reunir para discutir a crise, mas o correspondente da BBC em Nova York, Richard Galpin, disse que não será adotada nenhuma medida até a volta de uma equipe de emissários da Organização das Nações Unidas (ONU) do Oriente Médio no final desta semana.
A declaração saudita também reiterou críticas sauditas da semana passada a grupos militantes libaneses e palestinos apoiados pelo Irã.
As suas decisões levianas foram exploradas por Israel para lançar uma guerra no Líbano e prender o povo palestino inteiro, afirmou a nota.
O Irã pediu um cessar-fogo no Líbano, depois de uma troca de prisioneiros.
A proposta foi feita pelo ministro do Exerior do Irã, Manouchehr Mottaki, depois de conversações na capital síria, Damasco.
União Européia
A União Européia (UE) apelou pelo fim das hostilidades, advertindo que a violência é uma ameaça à região.
A declaração foi emitida depois que os ministros da UE ouviram relato do chefe de política externa do bloco, Javier Solana, que esteve em Beirute nos últimos dias.
A UE também deplorou a morte de civis em ambos os lados, condenou os ataques do Hezbollah a Israel e, ao mesmo tempo, pediu a Israel que aja com moderação.
Em outros desdobramentos, foi anunciado que a Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, prentende realizar uma missão de paz no Oriente Médio. A data da visita, contudo, ainda não foi anunciada.