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18 de julho, 2006 - 13h26 GMT (10h26 Brasília)

Israel retira tropas de cidade na Faixa de Gaza

Fontes militares israelenses confirmaram que a última incursão do Exército no norte da Faixa de Gaza foi encerrada na segunda-feira à noite.

As tropas ocuparam áreas rurais perto da cidade de Beit Hanoun no domingo. Segundo Israel, a operação visava evitar que militantes continuem lançando foguetes contra Israel.

Sete palestinos foram mortos nos combates esporádicos durante os dois dias de ação.

Segundo a agência de notícias France Presse, pelo menos 87 palestinos e um soldado israelense foram mortos desde que as tropas israelenses entraram no norte da Faixa de Gaza no último dia 5.

Mas, segundo o correspondente da BBC no território na Cidade de Gaza, a operação teve sucesso limitado, já que as milícias continuaram lançando foguetes de dentro do território palestino.

Danos

As tropas israelenses, tanques e escavadeiras causaram sérios danos a casas, fazendas, instalações elétricas e de esgoto durante os dois dias de operação.

A casa da família de Mahmoud Yazji teve um muro derrubado e a cozinha e o banheiro destruídos, informou a agência de notícias Associated Press.

"Os israelenses não estão apenas atacando os militantes, eles estão atacando tudo: nossas casas, árvores, economia, mesmo meu banheiro", disse ele à AP.

O prefeito de Beit Hanoun, Mohammed Nazaek Kafarna, estima que os danos causados pela ação israelense na cidade cheguem a US$ 7 milhões, o equivalente a R$ 15,53 milhões.

Fronteira

Nesta terça-feira, o único posto de fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito foi reaberto pela primeira vez em três semanas, para permitir que os palestinos presos no Egito pudessem voltar para casa.

Segundo monitores da União Européia, o posto ficaria aberto por apenas 11 horas, e apenas "casos humanitários" viajando do Egito para Gaza poderiam cruzar a fronteira.

O posto de Rafah foi fechado desde que militantes palestinos capturaram um soldado israelense, no último dia 25.

Estima-se que cerca de 2 mil pessoas aguardavam na fronteira para atravessar.