17 de julho, 2006 - 17h51 GMT (14h51 Brasília)
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou nesta segunda-feira em discurso ao Parlamento israelense, que a ofensiva militar contra o Líbano vai ser mantida "com força total" até o Hezbollah atender as exigências já apresentadas pelo governo.
De acordo com o líder israelense, essas condições – a libertação dos soldados capturados pelos militantes do Hezbollah, o fim dos ataques com mísseis do grupo e a retirada dos guerrilheiros do sul do Líbano com a subseqüente ocupação da região pelo Exército libanês – foram endossadas pela comunidade internacional.
"Não estamos procurando guerra ou conflito, mas quando isso é necessário, não nos esquivamos", disse o premiê em seu discurso, que foi transmitido pela televisão para Israel.
O pronunciamento aconteceu no final de um dia de intensos ataques israelenses contra o Líbano – o sexto desde o início da operação militar – em que pelo menos 30 pessoas morreram no país, entre elas, dez civis.
'Eixo do Mal'
De acordo com o primeiro-ministro israelense, a operação militar do seu país faz parte de uma "guerra contra o terror".
"Travamos uma batalha contra organizações terroristas apoiadas por um eixo do mal que corre de Damasco a Teerã", disse, referindo-se ao apoio dos governos sírio e libanês aos grupos Hezbollah e Hamas, que capturaram soldados israelenses.
"Ansiamos e esperamos pela paz, mas não há nada que rejeitemos mais do que a tentativa de ferir Israel e de nos fazer abrir mão do direito de viver em paz", disse Olmert.
Nesta segunda-feira, Israel estendeu sua campanha de ataques aéreos ao Líbano.
No sexto dia da ofensiva israelense detonada pela captura de soldados israelenses pelo Hezbollah, foram atingidos alvos no norte e no leste do país, além dos arredores de Beirute.
Retirada
Cidadãos estrangeiros de várias nacionalidades estão abandonando o país pela Síria, enquanto muitos aguardam transportes oficiais por mar e ar.
Uma barca grega alugada pelo governo francês já chegou a Beirute para transportar europeus e americanos, a grande maioria, crianças, idosos e doentes, para locais seguros.
A França e a Grã-Bretanha já deslocaram navios da Marinha para a região, e os Estados Unidos estão enviando um navio de cruzeiro escoltado por um contratorpedeiro para retirar os seus cidadãos.
Algumas pessoas fugiram para o Chipre de helicóptero.
Fontes israelenses afirmaram que um pequeno número de soldados de infantaria chegou a cruzar a fronteira sul do Líbano, mas os militares afirmam que não se trata do início de uma invasão da região.
Desde o início da ofensiva, na quarta-feira, 24 israelenses morreram em ataques a míssil do Hezbollah contra o território de Israel. No Líbano, mais de 150 cidadãos perderam as suas vidas nos últimos dias.