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17 de julho, 2006 - 18h52 GMT (15h52 Brasília)

Operação de Israel na Faixa de Gaza deixa dois mortos

Uma operação do Exército de Israel nas proximidades de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, deixou dois palestinos mortos nesta segunda-feira.

A área visada no último ataque israelense costuma ser usada por militantes para disparar mísseis contra Israel.

Os combates começaram depois que o ministério do Exterior palestino na Cidade de Gaza foi bombardeado pela segunda vez nesta semana.

Em um episódio isolado, na Cisjordânia, um soldado israelense foi morto e seis ficaram feridos depois de cair em uma emboscada armada por militantes palestinos.

A Brigada dos Mártires de al-Aqsa, associada ao partido Fatah, do líder palestino Mahmoud Abbas, assumiu a autoria do atentado.

A ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza começou há três semanas, depois que o soldado Gilad Shalit foi capturado por militantes do Hamas.

De acordo com o governo israelense, o objetivo das operações é a libertação do militar e a interrupção dos lançamentos de mísseis contra o território de Israel.

Mais feridos

A região norte da Faixa de Gaza, no entanto, não vinha sendo visada por Israel desde o dia 7 de julho, mas voltou a ser atacada no domingo e nesta segunda-feira.

Os ataques a míssil contra Israel continuaram nos últimos dez dias. Na cidade israelense de Sderot, quatro pessoas foram feridas por um projétil.

Na madrugada desta segunda-feira, aviões israelenses lançaram bombas sobre o ministério do Exterior palestino, praticamente destruindo o que ainda restava de pé do prédio, que já havia sido atacado na quinta-feira.

Na hora do ataque, ninguém estava no edifício, mas as equipes de resgate afirmaram que nove pessoas que moravam em prédios vizinhos ao ministério ficaram feridas.

De acordo com o governo israelense, o ministério foi atacado porque está sob a responsabilidade de um dos líderes do movimento Hamas, o ministro do Exterior Mahmoud Zahhar, acusado de planejar ataques terroristas.

Zahhar classificou o primeiro ataque ao prédio em que trabalhava como um "crime israelense".