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17 de julho, 2006 - 09h44 GMT (06h44 Brasília)

Annan defende força de paz no Líbano

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defenderam nesta segunda-feira o envio de tropas internacionais de paz para o Líbano, para impedir novos ataques do Hezbollah contra Israel.

"A crua realidade é que a violência não vai parar, a menos que criemos as condições para que ela cesse", disse Blair depois de se reunir com Annan paralelamente à Cúpula do G8, em São Petersburgo.

"O único modo é enviarmos uma força internacional que possam parar o bombardeio contra Israel", afirmou Blair.

Kofi Anan pediu aos dois lados envolvidos que cessem as hostilidades para que a força de paz possa ser enviada para a região, e afirmou que a partir desta segunda-feira, o Conselho de Segurança vai começar a discutir a possibilidade.

"Não devemos mais impor sofrimento aos dois lados e eles deveriam respeitar as leis humanitárias internacionais", disse Annan.

Resposta

Segundo a agência de notícias Reuters, um porta-voz do governo israelense disse nesta segunda-feira que ainda não é hora de enviar a força.

"Estamos no estágio em que queremos ter certeza de que o Hezbollah não vai se concentrar em nossa fronteira norte", teria dito Miri Eisin, de acordo com a Reuters.

"O Hezbollah declarou guerra contra nós. Eles acham que podem mudar as regras do jogo, eles pensam que podem nos manter reféns, mas estão errados. Não vamos voltar para onde estávamos antes."

Israel lançou a ofensiva contra o Líbano na semana passada, depois da captura de dois soldados israelenses por guerrilheiros libaneses, e da morte de outros oito soldados.

O Hezbollah vem bombardeando o norte de Israel, e Israel vem bombardeando o Líbano, há seis dias.

Pelo menos 20 pessoas morreram, entre elas nove soldados libaneses, nos bombardeios mais recentes, informaram autoridades libanesas.

Vários tanques de combustível foram atingidos em Beirute, e houve incêndios na zona portuária da cidade.