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16 de julho, 2006 - 17h46 GMT (14h46 Brasília)

Novo ataque israelense no sul do Líbano mata 23

Ataques aéreos israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 23 pessoas neste domingo.

Desta vez, a cidade atingida foi Tyre, na costa, onde 16 pessoas morreram. Bombardeios no vilarejo de Aitaroun, na fronteira entre os dois países, deixaram outros sete mortos.

Em Tyre, um prédio que abrigava trabalhadores da Defesa Civil foi atingido. Muitos procuravam corpos e sobreviventes nos escombros.

O número de vítimas no sul do Líbano desde que a atual crise começou, há cinco dias, já passa de 120.

Novo ataque a Beirute

Ainda no domingo, Israel voltou a atacar a capital libanesa. O aeroporto internacional foi bombardeado, deixando tanques de combustível em chamas.

A TV do grupo Hezbollah, Al-Manar, localizada nos subúrbios de Beirute, e uma usina de energia também foram alvejadas.

A operação foi uma resposta ao ataque do grupo libanês Hezbollah à cidade israelense de Haifa, horas antes.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, havia afirmado que o bombardeio de Haifa teria "conseqüências importantes".

Pelo menos oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, elevando a doze o total de mortos israelenses desde o início da crise.

A ofensiva israelense começou na quarta-feira, depois da captura de dois soldados do país pelo Hezbollah.

Mediação

Neste domingo, o governo libanês anunciou que a crise com Israel está sendo mediada pela Itália.

O ministro da informação libanês, Ghazi al-Aridi, afirmou que Israel exigiu que o Hezbollah se retire da região sul do Líbano e liberte os dois soldados israelenses que estão em seu poder.

O ministro disse que as exigências foram reveladas pelo primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, em conversa com o premiê libanês, Fouad Siniora.

O ministro Al-Aridi voltou a pedir um cessar-fogo completo, repetindo um pedido do próprio Siniora feito no sábado.

Segundo al-Aridi, a ofensiva israelense estava colocando o povo libanês em risco de ser “aniquilado”.