16 de julho, 2006 - 08h23 GMT (05h23 Brasília)
A China deve emitir no próximo mês uma proibição das atividades comerciais envolvendo órgãos humanos e corpos de seres humanos, numa medida que visa tornar mais rígido o “mercado” de transplante de órgãos.
As novas leis devem passar a valer no mês que vem, o que significará que cadáveres humanos só poderão ser doados para legítima pesquisa médica e terão de ser enterrados uma vez que a mesma tenha se completado.
A China tem sido alvo de freqüentes acusações dentro e fora do país sobre a existência de um crescente mercado negro de órgãos humanos, frequentemente retirados sem autorização de prisioneiros executados.
Uma extensão da proibição, que requer o consentimento do doador dos órgãos, passou a valer no início deste mês de julho.
'Turismo de transplante'
Recentemente, denúncias foram feitas relativas a um novo tipo de negócio na China.
O “turismo de transplante de emergência” aumentou ainda mais a lucratividade do tráfico de órgãos no país.
Pacientes oriundos de países europeus, Japão e Coréia do Sul estariam indo para o país para realizar transplantes clandestinos.
A falta de transparência envolvendo as execuções na China agrava o problema.
As acusações de tráfico de órgãos na China não são recentes, tendo vindo de diversos grupos de direitos humanos nos últimos anos.