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Bush faz apelo para Síria pressionar o Hezbollah

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um apelo neste sábado para que a Síria tente usar a sua influência sobre o Hezbollah para que o grupo militante interrompa os ataques a míssil contra Israel.

As declarações de Bush foram dadas poucas horas depois do partido sírio Baath, que ocupa o poder no país, ter manifestado o seu apoio à milícia libanesa.

Analistas acreditam, por tanto, que o governo sírio não deve acatar o apelo de Bush.

O partido Baath disse estar renovando o que classificou de "apoio absoluto" à resistência libanesa.

O partido afirma que Israel está "movendo uma guerra com o objetivo de terminar a resistência árabe à ocupação com o apoio dos Estados Unidos".

De acordo com o correspondente da BBC, Heba Saleh, esse tipo de retórica é comum na Síria.

Escalada

No entanto, diplomatas ocidentais dizem que essa proximidade não significa que o governo de Damasco tivesse necessariamente conhecimento das intenções do Hezbollah de atacar Israel, nem que pudesse interceder no caso.

Os diplomatas afirmam que os sírios temem qualquer escalada no conflito, mas que o governo não deve arriscar a sua aliança estratégica com o Hezbollah tentando exercer pressão sobre o grupo.

Os analistas também acreditam que o governo sírio está consciente de que a ofensiva contra os israelenses tem o apoio da opinião pública tanto na Síria quando no resto do mundo árabe.

Na opinião dos diplomatas, seria difícil o governo da Síria assumir uma posição como a dos governos do Egito, da Jordânia e da Arábia Saudita, que deixaram clara a sua insatisfação com a provocação do Hezbollah a Israel.