15 de julho, 2006 - 23h35 GMT (20h35 Brasília)
Após uma reunião de emergência realizada no Cairo, no Egito, integrantes da Liga Árabe afirmaram que a violência no Oriente Médio é conseqüência do fracasso do processo de paz conduzido por Estados Unidos, União Européia e Rússia.
Ministros do Exterior de 18 países árabes disseram que a responsabilidade pelo processo de paz deveria ser transferida ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida após a reunião, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, esquivou-se de perguntas que buscavam saber se a reunião resultou numa posição comum em relação ao Hezbollah e ao Hamas.
A Síria apóia os dois grupos militantes, enquanto países árabes mais moderados, como Egito e Arábia Saudita, fazem críticas a eles.
Civis e infra-estrutura
Uma delegação enviada ao Cairo pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para encontrar uma solução para a crise também se reuniu com integrantes da Liga Árabe.
Um porta-voz da ONU disse que a delegação, liderada pelo assessor político especial de Annan, Vijay Nambiar, ressaltou a importância de proteger as vidas de civis e a infra-estrutura das regiões envolvidas nos conflitos atuais.
A delegação também lembrou que a situação na Faixa de Gaza não deve ser ofuscada pela violência no Líbano e no norte de Israel.
O Exército israelense invadiu Gaza há mais de duas semanas, após militantes do Hamas terem capturado um soldado israelense.
Esta semana, Israel iniciou outra ofensiva, desta vez no Líbano, após a morte de oito soldados israelenses e a captura de dois pelo grupo islâmico Hezbollah.