15 de julho, 2006 - 07h35 GMT (04h35 Brasília)
A presidente chilena, Michelle Bachelet, nomeou três novos ministros quatro meses depois de ter tomado posse como a primeira líder do país.
Os ministérios da economia, interior e educação foram os que sofreram as mudanças.
Correspondentes dizem que a decisão de Bachelet veio depois de uma série de protestos estudantis, ocorrido seis semanas atrás, e depois de uma série de enchentes no sul do país nesta semana, que matou pelo menos 15 pessoas.
Com os novos nomes, o ministério de Bachelet segue tendo quantias iguais de homens e mulheres, mas agora a presença dos Democratas Cristãos ficou maior.
“Temos um novo desafio”, disse Bachelet, na posse dos novos ministros.
“Estamos entrando na fase onde o objetivo é completar as mudanças que tínhamos anunciado, chegando a um nível maior de democracia e participação até 2010”, afirmou.
Economia, educação e Interior
O novo ministro do interior é Belisario Velasco, que assumiu o posto deixado por Andrés Zaldivar.
Velasco já participou do ministério, interinamente, no primeiro governo seguinte ao fim do regime de Augusto Pinochet, presidido por Patrício Aylwin.
Yasna Provoste assumiu a pasta da educação e Alejandro Ferrero a da economia, nos lugares de Martin Zilic e Ingrid Antonijevic, respectivamente.
Todos os membros do ministério chileno pertencem à coalisão de centro-esquerda que apóia Michelle Bachelet, cuja popularidade caiu após os protestos estudantis.