14 de julho, 2006 - 20h04 GMT (17h04 Brasília)
Cerca de 70 militantes palestinos abriram um buraco de seis metros com explosivos no muro que separa a Faixa de Gaza do Egito, permitindo que centenas de palestinos voltassem para as suas casas em Gaza nesta sexta-feira.
Eles ficaram retidos no lado egípcio desde que a fronteira foi fechada, há mais de duas semanas, depois que dois soldados israelenses foram mortos em um ataque.
Alguns palestinos passaram pela brecha levando malas, outros correram. Houve gritos animados de "Deus é o maior".
Rafah é a única fronteira por terra entre a Faixa de Gaza e o mundo exterior, além daquelas compartilhadas com Israel.
Retirada
Em outros desdobramentos, tropas israelenses se retiraram da região central da Faixa de Gaza depois que o Exército disse que havia "completado" uma missão de dois dias lá.
Forças israelenses recuaram nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, depois de controlar uma parte do território em torno da cidade de Khan Younis por dois dias.
Dezesseis palestinos, a maioria militantes, morreram durante a operação de dois dias na região central da Faixa de Gaza.
A incursão é parte de duas iniciativas que Israel diz terem o objetivo de resgatar o soldado israelense capturado Gilad Shalit, e a redução do número de ataques de mísseis por militantes paletinos contra cidades israelenses.
Aviões
Aviões israelenses bombardearam uma ponte e o escritório do Hamas na Faixa de Gaza. Segundo testemunhas, escavadeiras israelenses destruíram um grande segmento da estrada principal.
Na quinta-feira, os Estados Unidos vetaram uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo que Israel suspenda as suas operações militares na Faixa de Gaza.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, disse que a resolução coloca culpa desproporcional sobre Israel pela atual crise.
Dez membros do Conselho de Segurança votaram a favor de uma moção do Catar, e quatro se abstiveram.
Israel rejeitou pedidos para um cessar-fogo, e disse que não vai participar de negociações para a libertação de Shalit.