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14 de julho, 2006 - 02h47 GMT (23h47 Brasília)

Vice-presidente dos EUA é processado em caso da CIA

Uma ex-agente da CIA cuja identidade foi vazada para a imprensa entrou com um processo contra o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney.

Valerie Plame está processando Cheney, seu ex-assistente Lewis Libby e o conselheiro da presidência Karl Rove, afirmando que todos tentaram destruir sua carreira.

O nome de Plame apareceu na imprensa em 2003 depois que seu marido criticou o governo do presidente George W. Bush pela ação no Iraque.

Um porta-voz de Karl Rove, Mark Corallo, disse que as alegações são "absolutamente sem mérito".

Uma porta-voz do vice-presidente, Lea Anne McBride, disse que Cheney não faria comentários, pois o assunto está "perante a Justiça".

Libby foi acusado de falso testemunho e obstrução da justiça com envolvimento no vazamento da informação. Ele nega as acusações e renunciou ao cargo.

Foi revelado em junho que Rove não poderia ser acusado pelo vazamento da informação.

'Punição'

O nome de Plame apareceu em um artigo escrito pelo colunista Robert Novak uma semana depois que o marido de Plame, o ex-embaixador americano Joseph Wilson, ter dito no jornal The New York Times que o governo distorceu informações secretas para iniciar a guerra no Iraque.

A CIA enviou Wilson ao Níger em 2002 para descobrir se o então presidente iraquiano Saddam Hussein estava tentando comprar urânio do país africano.

Wilson relatou que a alegação não era verdadeira, mas ainda apareceu em um discurso de Bush feito em 2003.

Plame e Wilson, que também entrou com um processo, acusam as três autoridades junto com outras dez pessoas de colocarem suas vidas e as vidas de seus filhos em perigo.

O casal afirma que autoridades violaram sua privacidade e direitos constitucionais como uma "punição" pelos comentários de Wilson. O processo pede uma compensação ainda não divulgada.

“Sem mesmo ter a chance de avaliar o processo, está claro que as alegações são absolutamente sem mérito", disse o porta-voz de Karl Rove, Mark Corallo.

O jornalista Robert Novak não revelou o nome da fonte que contou a ele sobre a identidade de Plame. Na quarta-feira Novak disse que Rove confirmou que Plame era contratada da CIA quando foi perguntado.