13 de julho, 2006 - 12h25 GMT (09h25 Brasília)
Os ataques de Israel contra o Líbano, que já causaram dezenas de mortes desde esta quarta-feira, foram criticados por diversos países.
O ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, disse que os bombardeios de Israel são "um ato desproporcional de guerra" que pode levar a uma "espiral de violência, com o risco de desestabilizar toda a região."
Já o Ministério do Exterior russo divulgou uma nota também chamando os ataques de "desproporcionais" e dizendo que civis estão sofrendo com as ações.
A Espanha pediu a libertação dos soldados israelenses capturados pelo grupo militante Hezbollah e que "Israel haja com moderação, em proporção ao acontecido, tendo em mente o quanto é importante não permitir que a violência se espalhe, o que colocaria a estabilidade da região em perigo e os civis, mais uma vez, como vítimas."
A União Européia pediu um fim para a nova onda de violência no Oriente Médio e mais cuidado para evitar a morte de civis.
A porta-voz da UE Emma Udwin afirmou que "todas as partes devem respeitar suas obrigações sob a lei internacional para proteger civis dos efeitos do conflito."
A secretária de Estado americana, Condolezza Rice, disse que as ações do Hezbollah ameaçam o equilíbrio na região.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a incursão israelense no Líbano aumentou o espectro da crise no Oriente Médio e pediu que o Ocidente intervenha: "A expansão da invasão militar ao vizinho Líbano aumenta o nosso medo de uma nova guerra regional", afirmou Abbas.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu a libertação dos soldados e também o recuo das tropas israelenses.