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13 de julho, 2006 - 20h37 GMT (17h37 Brasília)

Polícia detém 300 em Mumbai após atentados

Cerca de 300 pessoas foram detidas em uma série de batidas da polícia, que investiga atentados a bomba em trens na cidade indiana de Mumbai.

A polícia divulgou ainda o retrato falado de suspeitos.

A operação policial foi realizada na cidade e em outras áreas do Estado de
Maharashtra, em meio a um reforço da segurança.

Mas até agora não foi feita nenhuma prisão formal ou indiciamento.

O número de pessoas mortas nos ataques de terça-feira chegou a 200, com mais de 700 pessoas ainda hospitalizadas.

O correspondente da BBC em Mumbai, Zubair Ahmed, disse que foram dadas buscas em casas, hotéis, estações ferroviárias e esconderijos de suspeitos nos últimos dois dias em uma tentativa de descobrir os responsáveis pelo ataque.

A polícia indiana diz que a maioria dos detidos são ativistas da organização muçulmana clandestina Estudantes do Movimento Islâmico da Índia (Simi).

Ativistas da Simi supostamente estariam envolvidos em atentados a bomba em Mumbai em 2003, quando 55 pessoas morreram.

Atualmente eles estão sendo julgados em um tribunal especial na cidade.

Nosso correspondente diz que embora hajam muitas pessoas detidas, a polícia insiste que este é um procedimento de rotina.

Paquistão

A polícia havia dito mais cedo que os ataques têm as características daqueles praticados por grupos militantes islâmicos sediados no Paquistão.

O ministro do Exterior do Paquistão, Khurshid Kasuri, reagiu com irritação a sugestões de que seu país poderia estar envolvido com os ataques contra os trens em Mumbai (antiga Bombaim).

O ministro afirmou que a Índia deve tomar cuidado ao ligar os ataques a militantes baseados no Paquistão.

O Ministério do Exterior da Índia pediu que o Paquistão tome medidas contra militantes que operam em seu território.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, pediu que os indianos evitem a violência coletiva depois dos ataques.

Muitos temem que os ataques possam desencadear choques entre as comunidades hindu e muçulmana no país.