13 de julho, 2006 - 17h57 GMT (14h57 Brasília)
Pelo menos dois mísseis atingiram a cidade portuária de Haifa, no norte de Israel, poucas horas depois de uma ameaça feita pelo grupo militante libanês Hezbollah.
O Hezbollah negou estar por trás da ação, embora, mais cedo, a milícia tivesse ameaçado atacar Haifa se Israel bombardeasse Beirute.
Ainda não há notícia de feridos ou danos materiais.
Haifa, a terceira maior cidade do país, está situada a mais de 30 quilômetros da fronteira libanesa, e parecia fora do alcance do Hezbollah.
O grupo lançou nos últimos dias diversos mísseis sobre Israel, mas nenhum além de uma distância de 20 quilômetros.
O embaixador israelense em Washington, Danny Ayalon, descreveu o incidente de Haifa como uma "importante escalada" na mais recente crise no Oriente Médio.
Ataques a Beirute
O aeroporto internacional de Beirute foi atacado pela segunda vez após o incidente em Haifa.
Nesta quinta-feira, disparos feitos por aeronaves israelenses deixaram uma cratera na principal pista de decolagem do aeroporto da capital libanesa.
Horas antes, passageiros e funcionários estavam sendo retirados do local. Mais tarde, o aeroporto foi fechado.
A Força Aérea israelense também atacou o prédio do canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar, num subúrbio ao sul de Beirute.
A tensão entre Israel e o Hezbollah aumentou depois que o grupo militante capturou dois soldados israelenses na quarta-feira.
Navios de guerra israelenses bloquearam portos libaneses e o único aeroporto internacional do país foi fechado depois de bombardeado por Israel.
Ataques a alvos no sul do Líbano mataram pelo menos 48 pessoas, a maioria civis. Entre as vítimas estavam quatro brasileiros.
Nos ataques do Hezbollah contra Israel, um civil israelense foi morto.