13 de julho, 2006 - 11h19 GMT (08h19 Brasília)
As primeiras negociações entre as duas Coréias depois do lançamentos dos mísseis na semana passada foram encerradas sem que se chegasse a um acordo, um dia antes do planejado.
Representantes norte-coreanos disseram que a Coréia do Sul iria pagar “um alto preço” pelo término das negociações.
A Coréia do Sul disse que não vai prestar mais nenhuma ajuda ao vizinho do norte até que Pyongyang volte à mesa de discussões multilateral sobre o programa nuclear.
Seul condenou os testes, mas os norte-coreanos asseguram que foram testes de rotina e pediram mais ajuda.
Resposta fria
Nesta quinta, os Estados Unidos e o Japão receberam com frieza a proposta da China e da Rússia para uma resolução sobre a Coréia do Norte para o COnselhod e Segurança das Nações Unidas.
A proposta russa é bem mais branda do que a inicial, que tinha sido idealizada pelo Japão, e enfatiza uma solução diplomática.
Japão, Estados Unidos e França querem que a resolução inclua a imposição de sanções.
O Conselho de Segurança da ONU prefere aguardar o término das negociações da China com a Coréia do Norte, mas os Estados Unidos têm poucas esperanças que uma solução possa vir de Pequim.
Mas o enviado especial americano, Christopher Hill, disse que está claro que as conversas entre China e Pyongyang fracassaram.
“A China mandou uma boa delegação à Coréia do Norte e demonstrou real interesse em trabalhar, mas aparentemente não tem tido resposta”, disse Hill.
Muitos analistas acreditam que a China, visto como o país de maior influência sobre a Coréia do Norte, tem mais chances de conseguir convencer Pyongyang a não fazer mais testes com mísseis e voltar às negociações multilaterais.