12 de julho, 2006 - 16h12 GMT (13h12 Brasília)
Marco Antonio Pinochet, o filho mais novo do ex-presidente chileno, Augusto Pinochet, entrou na Justiça nesta quarta-feira contra Manuel Contreras, o ex-chefe da polícia secreta chilena entre 1973 e 1976, que acusou ambos de terem enriquecido com tráfico de cocaína.
“Toda a família foi afetada por essa calúnia e difamação”, disse Marco Antonio Pinochet, que entrou com o processo em nome dele e do pai.
Contreras afirma que Pinochet foi o cabeça de uma rede de tráfico de cocaína na década de 80. A droga seria processada em uma instalação militar nas imediações da capital, Santiago.
O jornal chileno La Nación foi o primeiro a publicar as acusações contra os Pinochet.
Em seguida, Contreras repetiu as acusações em depoimento ao juiz Cláudio Pavez, durante outra investigação que pretende elucidar a morte do coronel Huber, em 1992.
Venda de armas
A morte aconteceu às vésperas de Huber depor na corte de Pavez em um caso sobre a venda ilegal de armas para a Croácia em 1991. O corpo do militar foi encontrado nas margens de um rio.
O próprio Contreras está preso por abusos de direitos humanos cometidos durante o governo Pinochet.
O ex-presidente do Chile (1973-1990) responde a vários processos por evasão fiscal, falsificação de documentos e abusos de direitos humanos.
Hoje com 90 anos, Pinochet alega não ter saúde para comparecer a um julgamento em um tribunal.
Uma investigação americana de 2004 descobriu que o ex-presidente tem até US$ 27 milhões em contas secretas no exterior.
Mais de 3 mil pessoas morreram por motivos políticos durante o governo Pinochet, de acordo com o inquérito oficial chileno.