12 de julho, 2006 - 16h52 GMT (13h52 Brasília)
As seleções da Itália e da Alemanha perderam seus técnicos dias depois do fim da Copa do Mundo, apesar de suas campanhas vencedoras.
Tanto o treinador italiano campeão do mundo, Marcello Lippi, como o técnico Jurgen Klinsmann, que levou a Alemanha ao terceiro lugar, decidiram não permanecer à frente das seleções de seus países.
O italiano afirmou que sua tarefa na seleção italiana tinha se encerrado com a vitória na Copa do Mundo, que veio depois de uma seqüência de 25 jogos sem derrota da ‘Azzurra’.
“Os últimos 17 dias foram uma extraordinária experiência pessoal e profissional”, disse o treinador.
Contudo, também pesou na decisão do ex-treinador da Juventus, Inter de Milão e Napoli o conturbado cenário futebolístico da Itália, que atravessa o pior escândalo de sua história.
Lippi e seu filho Davide foram nominalmente acusados durante as investigações do escândalo, e o treinador não esconde que o mal-estar influenciou em favor da sua saída.
Família
Klinsmann também se desligou de seu cargo nesta quarta, alegando estar “exausto”. O técnico, cuja permanência no cargo era considerada unanimidade na Alemanha, declarou que não poderia continuar à frente da seleção porque queria estar mais próximo de sua família.
O ex-atacante do Bayern de Munique e Tottenham Hotspur vive nos Estados Unidos, e o cargo o obrigava a freqüentes viagens para a Europa.
“Quero muito voltar a ficar com minha família e voltar à normalidade”, disse Klinsmann, numa entrevista coletiva em Frankfurt, na Alemanha.
“Certamente não foi uma decisão fácil”, disse. “Agora eu devo tirar férias por seis meses e não pretendo assumir nenhum compromisso."
Substitutos
A Federação Alemã escolheu o assistente de Klinsmann, Joachim Low, como seu substituto.
Low, que assinou um contrato de dois anos, foi escolhido por ser a “única opção para continuar a melhorar”, segundo o presidente-adjunto da Federação Alemã, Theo Zwanziger.
A permanência de Klinsmann na seleção alemã foi pedida por Franz Beckenbauer. O presidente da Fifa, Sepp Blatter, e o treinador da seleção portuguesa, Luís Felipe Scolari, também defenderam que Klinsmann continuasse no cargo.
Já na Itália, os nomes ainda estão sendo estudados, e entre os “selecionáveis” estão os do treinador do Livorno, Roberto Donadoni, do ex-técnico do Milan e Lazio, Alberto Zaccheroni, e do técnico da seleção sub-21, Cláudio Gentile.