10 de julho, 2006 - 09h52 GMT (06h52 Brasília)
O novo primeiro-ministro do Timor Leste, o prêmio Nobel da Paz José Ramos Horta, tomou posse nesta segunda-feira em uma cerimônia em Díli.
Ramos Horta foi escolhido para substituir o ex-premiê Mari Alkatiri, que renunciou no mês passado.
A nomeação de Ramos Horta tem como objetivo restaurar a paz no Timor, que passou por uma grave onde de violência entre facções, iniciada há três meses, quando 600 soldados foram demitidos.
Alkatiri foi criticado por instigar a violência que causou a morte de pelo menos 21 pessoas.
Uma força de paz liderada pela Austrália foi enviada para o Timor Leste, para restaurar a ordem.
Restaurando a "fé e esperança"
Ramos Horta é visto como um candidato com potencial de unir o país, que se tornou independente da Indonésia em 2002.
A expectativa é que ele permaneça no governo até as próximas eleições gerais, marcadas para meados do ano que vem.
"Nossa tarefa imediata é consolidar a segurança na capital, Díli, e em todo o Timor Leste", disse ele no discurso de posse.
"O governo precisa agir nas próximas semanas e meses para restaurar a fé e a esperança."
Ramos Horta é conhecido em todo o mundo como um porta-voz do movimento pela independência do Timor Leste - o que rendeu a ele um Prêmio Nobel da Paz.
Mas o novo primeiro-ministro tem uma grande tarefa pela frente, segundo o correspondente da BBC para o sudeste asiático, Jonathan Head.
A polícia está dividida em diferentes facções, levando muitas de suas armas para se juntar a grupos rebeldes.
A maior parte da população está dividida entre as pessoas do leste e do oeste, e enormes campos de refugiados temporários foram erguidos para abrigar as famílias desabrigadas pelo conflito.
Mesmo com maior assistência internacional, a estabilização do país pode demorar anos.
Ramos Horta não é integrante do partido do governo, o Fretilin.