08 de julho, 2006 - 14h31 GMT (11h31 Brasília)
Sete prisioneiros suspeitos de pertencerem à organização Al-Qaeda, fugiram de uma penitenciária de Riad, capital da Arábia Saudita, segundo informações do Ministério do Interior saudita e da rede de TV estatal Al-Arabiya.
O governo saudita vem empenhado em combater a ação de grupos ligados à Al-Qaeda, cujo objetivo é derrubar a monarquia que controla o país e que recebe o apoio dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado oficial do Ministério do Interior saudita, os foragidos estava detidos sob acusações ligadas à segurança, o que de acordo com o correspondente da BBC, é o jargão utilizado pelas autoridades locais para se referir a casos de terrorismo.
Um porta-voz do Ministério Saudita, Mansour al-Turki, disse que os prisioneiros eram extremistas religiosos e que tinham sido presos em incidentes isolados.
"Os foragidos são militantes extremistas seguidores da ideologia takfiri", disse al-Turki em entrevista à agência de notícias Associated Press.
A takfiri é uma ideologia adotada pelos muçulmanos sunitas radicais.
Mas o porta-voz não confirmou a informação divulgada pela TV estatal de que os prisioneiros eram militantes da rede Al-Qaeda.
O comunicado do Ministério do Interior pede que os foragidos se entreguem às autoridades evitando a prorrogação de seus julgamento e para que possam se beneficiar "da generosidade do monarca saudita."
Recentemente, o rei Abdullah, da Arábia Saudita, assinou a renovação de uma lei, em vigor há dois anos, que concede anistia a militantes islâmicos que se mostrem arrependidos pelos crimes cometidos.
No mês passado, as autoridades sauditas anunciaram a prisão de 42 suspeitos de pertecerem a grupos islâmicos extremistas.