O Exército de Israel consolidou sua presença no norte da Faixa de Gaza nesta sexta-feira, após ataques aéreos que mataram pelo menos cinco palestinos.
Com as mortes desta sexta – que segundo algumas fontes pode chegar na verdade a sete –, o número de palestinos mortos em dois dia de incursões chega a 27. Pelo menos um soldado israelense também morreu.
Nesta sexta, Israel consolidou posições na região norte da Faixa de Gaza, incluindo alguns dos assentamentos que haviam sido abandonados por Israel no ano passado.
O motivo das incursões, segundo o governo israelense, é resgatar o soldado Gilad Shalit, seqüestrado por militantes radicais no domingo retrasado. No entanto, as ações desta sexta tinham como objetivo tomar posições que impeçam o lançamento de foguetes por parte dos palestinos.
Esta é a maior operação militar de Israel desde a retirada da Faixa de Gaza no ano passado.
Libertação
Um ministro israelense sugeriu que se o soldado israelense fosse libertado alguns prisioneiros palestinos também poderiam ser libertados.
Um porta-voz afirmou que o ministro de Segurança Pública Avi Dichter teria dito que Israel "sabe como realizar a libertação de prisioneiros como um gesto de boa vontade".
Até agora Israel disse que não iria negociar uma troca, originalmente sugerida pelos militantes islâmicos do Hamas como uma solução para a crise.
O primeiro-ministro Ismail Haniya, do Hamas, e o presidente Mahmoud Abbas voltaram a pedir intervenção internacional para Israel parar a ofensiva, chamando-a de "crime contra a humanidade".
"Essa ofensiva é uma tentativa desesperada de Israel para minar o governo palestino, sob o pretexto de encontrar um soldado", afirmou o premiê.
Organizações internacionais expressaram preocupação com as dificuldades para enviar ajuda a cerca de 1,4 milhão de pessoas vivendo na região da ofensiva.
Na quinta-feira, em Nova York, o Conselho de Segurança das Nações Unidas debateu um esboço de resolução exigindo a retirada imediata das tropas israelenses da Faixa de Gaza e a libertação dos políticos palestinos.
O esboço foi apresentado pelo Catar, em nome do Grupo Árabe nas Nações Unidas, mas, aparentemente está condenado ao fracasso por causa da oposição dos Estados Unidos, um membro permanente do Conselho de Segurança com direito a veto.
O esboço não menciona ataques com mísseis palestinos e nem a captura de Shalit, e o embaixador americano nas Nações Unidas, John Bolton, disse que o documento "não é imparcial".