07 de julho, 2006 - 00h09 GMT (21h09 Brasília)
O resultado oficial das eleições presidenciais no México, divulgado nesta quinta-feira, confirmou a vitória ao candidato conservador, Felipe Calderón, com uma vantagem de apenas 0,57%, sobre o candidato de centro-direita Andrés Manuel López Obrador.
Dados preliminares da votação de domingo passado haviam dado uma vantagem de 0,6% a Calderón, mas López Obrador se recusara a admitir derrota.
Ele assumiu a dianteira das apurações depois que as autoridades eleitorais revisaram as atas eleitorais, mas, após a conclusão desse processo, o candidato conservador do Partido da Ação Nacional (PAN) obteve 35,88% e seu rival, da Coalizão para o Bem de Todos e do Partido da Revolução Democrática (PRD) com 35,31%.
Obrador disse que iria contestar o resultado na Justiça, pedindo que os votos de 41 milhões de eleitores sejam contados um a um, e convocou os seus partidários a realizarem uma grande manifestação na capital do país, a Cidade do México, no sábado.
'Unidade nacional'
Os partidários de Obrador choraram nas ruas após a divulgação do resultado final e juraram não deixar que a presidência não lhe seja roubada, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Calderón, por sua vez, qualificou as eleições como as mais limpas da história do México e convocou seus opositores a se unirem a ele em um governo de unidade nacional.
O candidato do partido que governou o país por mais de 70 anos - Partido Revolucionário Institucional (PRI) -, Roberto Madrazo, ficou em terceiro lugar.
O presidente do Instituto Federal Eleitoral (IFE), Luis Carlos Ugalde, pediu a todos os candidatos que aceitem o resultado da apuração.
Os candidatos têm quatro dias para apresentar queixa ao tribunal eleitoral. O árbitro máximo de disputas, Tribunal Federal Eleitoral, tem até meados de setembro para definir o nome do vencedor da eleição.
A posse do sucessor do presidente Vicente Fox está marcada para 1º de dezembro.