07 de julho, 2006 - 15h49 GMT (12h49 Brasília)
Um ano depois dos atentados que mataram 52 pessoas e deixaram mais de 700 feridos em Londres, os britânicos fizeram dois minutos de silêncio ao meio-dia (8h em Brasília) para homenagear as vítimas.
O país inteiro parou lembrar a data – incluindo quem participava do Torneio de Tênis de Wimbledon – enquanto o comissário da Polícia Metropolitana, Ian Blair, avisava que Londres deveria se preparar para outros ataques.
Em entrevista a BBC News, o comissário disse: “Eu sei que vai haver novos atentados, o que não sei é se vamos conseguir evitá-los, como conseguimos evitar outros três” .
Estação de King´s Cross
Os tributos começaram às 8h50 em Londres, hora em que as primeiras bombas explodiram no metrô, na estação central de King´s Cross. O prefeito da cidade, Ken Livingstone, estava no local.
Foi nesse metro que os quatro homens-bomba se encontraram antes de realizarem os atentados.
A população levou flores e ouviu o prefeito dizer que era o momento de lembrar todos os indivíduos que tiveram suas vidas destroçadas pelos ataques.
Uma das primeiras pessoas a chegar à cena do último ataque, que deixou um ônibus em pedaços em Tavistock Square, Richard Innishannon prestou suas homenagens em King´s Cross.
Ele disse ter ficado tão traumatizado com o que viu um ano atrás, que tem evitado andar no transporte público desde então: “Estou com o estômago embrulhado, mas moro perto daqui e achei que tinha que vir hoje”.
Placas de homenagem
Os sinos da Catedral de St. Paul’s, a principal da capital, soaram no exato momento de cada um dos quatro ataques de 7 de Julho.
Placas lembrando os atentados foram inauguradas em King´s Cross, Russell Square, Edgware Road e Tavistock Square, os locais mais próximos de onde as bombas explodiram.
Parentes de vítimas e sobreviventes também participaram de uma série de eventos fechados, em Londres.
Às seis horas da tarde (14h00, horário de Brasília), será celebrada uma cerimônia religiosa aberta ao público no Regent´s Park, um dos principais parques da cidade. Músicas e discursos homenagearão as vítimas.
União
O primeiro-ministro Tony Blair afirmou que o aniversário dos atentados era uma “oportunidade para que a nação se unisse” e uma chance “de oferecer conforto e apoio aos que perderam pessoas amadas ou foram feridos naquele dia terrível”.
Na comunidade de Beeston, em Leeds, norte da Inglaterra, de onde vieram três dos quatro homens-bomba, cerca de 50 pessoas se reuniram no Joseph Priestley College para homenagear as vítimas.
Aparentemente também para marcar o aniversário do atentado, um vídeo foi divulgado na quinta-feira, e veiculado pela TV árabe Al-Jazeera, feito por Shezad Tanweer, um dos responsáveis pelos ataques de 7 de julho.
Tanweer matou sete pessoas em um trem na estação de metrô de Aldgate.
"O que vocês testemunharam agora é apenas o começo de uma série de ataques que vão continuar e serão mais fortes", ele afirma no vídeo.
Falando em inglês, Tanweer diz que os ataques não vão parar "até que vocês retirem suas forças do Afeganistão e do Iraque".
O governo britânico não tem nenhuma previsão para a saída de suas tropas dos dois países.