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06 de julho, 2006 - 20h58 GMT (17h58 Brasília)

Crise em Gaza deixa pelo menos 22 mortos

Vinte e dois palestinos e um soldado israelense foram mortos nesta quinta-feira, no dia mais violento na Faixa de Gaza desde que Israel invadiu a região, nesta semana.

Segundo fontes palestinas, vários dos mortos nos ataques aéreos e nos intensos combates eram militantes, mas as vítimas incluem civis.

As operações israelenses, as maiores desde que o Exército do país deixou a região no ano passado, começaram no sul de Gaza, numa tentativa de libertar um soldado capturado por militantes no dia 25 de junho.

Veja fotos da incursão em Gaza

No entanto, Israel decidiu realizar operações ao longo de toda a Faixa de Gaza e as tropas têm avançado para diferentes partes da região.

Em contrapartida, o ministro do Interior do governo palestino controlado pelo Hamas, Said Siyam, deu ordens para as forças de segurança para enfrentarem os soldados israelenses. Porém, de acordo com analistas, o ministro não tem muita influência junto às forças de segurança em Gaza, que são, em sua maioria, leais ao grupo rival ao Hamas, o Fatah.

Várias das mortes desta quinta ocorreram na região norte da Faixa de Gaza, com vários combates ocorrendo na cidade de Beit Lahiya, praticamente na fronteira com Israel.

O Exército israelense também confirmou que um soldado foi morto nas proximidades da cidade.

Ocupação em Gaza

Israel conseguiu consolidar seu domínio nos territórios ocupados na última noite, alcançando a periferia de cidades palestinas – sendo a maior a Cidade de Gaza -, onde agora enfrenta milícias armadas.

Durante a madrugada, o Exército ocupou uma área de Gaza que havia sido abandonada por israelenses. O objetivo seria criar uma zona de isolamento e impedir o acesso de palestinos armados ao local.

A intenção da ofensiva, segundo Israel, é libertar o soldado capturado.

Para líderes do Hamas, os israelenses estariam usando a crise como uma desculpa para, na verdade, destruir o poder do grupo, que controla a Autoridade Palestina e teve vários de seus políticos presos desde o início da crise.