06 de julho, 2006 - 11h01 GMT (08h01 Brasília)
O governo da Coréia do Norte afirmou que o teste de lançamento de mísseis realizado nos últimos dias foi um ato de defesa e que vai continuar com o programa.
Em seu primeiro pronunciamento sobre o lançamento, divulgado nesta quinta-feira pela imprensa sul-coreana, o governo do país afirmou que tem o direito de aumentar sua capacidade defensiva.
O governo também disse que os testes foram bem-sucedidos, mas segundo relatos internacionais, o míssil Taepodong-2 - que teria capacidade de atingir o Estado americano do Alasca - falhou durante a realização do teste. Além do Taepodong-2, outros seis mísseis foram lançados na terça-feira.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas volta a se encontrar nesta quinta-feira para elaborar uma resolução sobre o tema.
Sem consenso
Não há consenso entre as potências sobre o teor do documento. Estados Unidos, Grã-Bretanha e Japão propõem sanções contra a Coréia do Norte, mas a China e a Rússia são contra medidas punitivas.
Enquanto o Japão tenta impor sanções econômicas à Coréia do Norte, Estados Unidos, Coréia do Sul e China estão pressionando por negociações.
O enviado especial do governo norte-americano, Cristopher Hill, está a caminho da região para negociar o impasse.
Na próxima semana, o vice-ministro das Relações Exteriores da China, Wu Dei, visitará Pyongyang para reiniciar as negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.