05 de julho, 2006 - 16h41 GMT (13h41 Brasília)
Depois de uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança israelense na manhã desta quarta-feira, os militares israelenses foram instruídos a intensificar a ofensiva em território palestino como resposta ao ataque com míssil à cidade israelense de Ashkelon, a 12 quilômetros da Faixa de Gaza.
O Exército vai agora iniciar o que o governo israelense considera "uma longa batalha contra as instituições e a infra-estrutura que facilitam o terrorismo."
Uma declaração oficial avisava que "as regras do jogo em relação à Autoridade Palestina e ao Hamas terão de ser mudadas."
O grau da resposta israelense ainda não está totalmente claro, mas espera-se um aumento no número de bombardeios no norte de Gaza e a definição de uma "zona de segurança" em áreas povoadas na região para impedir outros ataques palestinos.
Cidades cercadas
As cidades de Beit Hanoun e Beit Lahiya deverão ser tomadas por tropas de Israel e a represália contra integrantes do Hamas deve ganhar maior proporção.
A população das duas cidades já estaria se preparando para deixar suas casas, especialmente nas áreas que são mais expostas à artilharia e aos tanques israelenses.
Uma palestina moradora de Beit Hanoun afirmou: "Os israelenses querem atingir os militantes da resistência, mas eles se escondem atrás das casas, e os soldados abrem fogo de qualquer maneira".
Israel se retirou da Faixa de Gaza em 2005 depois de 38 anos de ocupação, mas voltou a enviar tropas para o território quando o soldado Gilad Shalit foi seqüestrado por militantes palestinos, no dia 25 de junho.