05 de julho, 2006 - 21h15 GMT (18h15 Brasília)
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, pediu negociações multilaterais para encerrar a crise em torno das armas nucleares da Coréia do Norte.
Rice afirmou que a questão não é exclusivamente entre os coreanos e os Estados Unidos.
Sem ser mais específica, a secretária de Estado disse que a comunidade internacional tem como fazer o governo de Kim Jong-il parar com o comportamento arriscado dos últimos meses.
A Coréia do Norte, segundo analistas, gostaria de negociar a questão nuclear diretamente com os americanos.
“Não se trata de um problema dos Estados Unidos com a Coréia do Norte, mas sim uma questão de toda a região se manifestar para que a Coréia pare com esse comportamento”, disse Rice, logo depois do encontro de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Ela também disse que o secretário de Estado assistente, Christopher Hill, estava consultando os outros países que têm de tomar parte nas negociações – China, Japão, Coréia do Sul e Rússia.
Os Estados Unidos e o Japão querem sanções econômicas duras contra Pyongyang, mas a China – tida como uma aliada da Coréia do Norte – dificilmente vai concordar com os termos propostos para o acordo, que prevêem a suspensão de transferência de tecnologia para o programa de mísseis norte-coreano.
O governo japonês já anunciou sanções contra a Coréia do Norte, suspendendo vôos e linhas marítimas para o país, além de proibir o envio de dinheiro por parte de expatriados norte-coreanos que vivem e trabalham no Japão.
No teste feito pela Coréia do Norte, sete mísseis foram disparados – incluindo um Taepodong-2 de longo alcance – mas caíram pouco depois do lançamento, no Mar do Japão.
Os últimos testes que a Coréia do Norte tinha feito antes dos desta quarta tinham sido em 1998.
O governo de Pyongyang defendeu os testes de mísseis dizendo que se tratava de uma questão de soberania nacional.