04 de julho, 2006 - 10h40 GMT (07h40 Brasília)
O embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalizad, disse que a recente morte do líder da al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, não teve qualquer impacto nos níveis de violência no país.
Mas Khalizad afirmou que o assassinato de Zarqawi encorajou alguns grupos insurgentes a discutir a reconciliação com o governo.
Zarqawi foi morto em um bobardeio das forças americanas em Bagdá, no último dia 7 de julho.
Em entrevista à BBC, Khalizad disse ainda que a situação no Iraque se tornou mais difícil do que o previsto, depois da queda do regime de Saddam Hussein, em 2003, e que o país ainda tem um longo caminho adiante.
Deterioração
Em uma mensagem ao Departamento de Estado vazada no mês passado, Khalizad afirmou que a situação está se deteriorando no Iraque e que a tensão sectária está aumentando no país.
Há três semanas, o governo do primeiro-ministro iraquiano Nouri Maliki anunciou uma série de medidas de segurança para tentar conter a onda de violência em Bagdá.
As medidas foram impostas poucos dias depois da morte de Zarqawi.
Na sexta-feira, o coronel Jefrrey Snow do Exército americano, disse à agência de notícias Reuters que o número de ataques aumentou desde a imposição dessas medidas, provavelmente por causa da maior presença de forças de segurança nas ruas, já que elas são alvo constante dos insurgentes.