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03 de julho, 2006 - 12h16 GMT (09h16 Brasília)

Israel rejeita ultimato de militantes

O governo de Israel rejeitou nesta segunda-feira o ultimato dado pelos três grupos militantes palestinos que teriam em seu poder o soldado israelense Gilad Shalit.

O gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert liberou uma declaração dizendo que "o governo de Israel não se renderá à extorsão da Autoridade Palestina e do governo do Hamas, que são liderados por organizações terroristas assassinas."

"Nós não conduziremos nenhuma negociação sobre a libertação do prisioneiro", dizia a nota.

De acordo com uma declaração divulgada mais cedo pelo braço armado do Hamas, o Comitê de Resistência Popular e o Exército do Islã, Israel teria até as seis horas da manhã desta terça-feira (0h no horário de Brasília) para libertar mil detentos palestinos, árabes e muçulmanos, além das mulheres e menores de 18 anos que estão em prisões israelenses.

Os militantes também pedem o fim das operações militares de Israel na Faixa de Gaza, que começaram pouco depois que o soldado foi capturado, no dia 25 de junho.

A nota divulgada nesta segunda-feira ameaça: "se o inimigo (Israel) não concordar com nossas exigências humanitárias, (...) vamos considerar o episódio encerrado".

"O inimigo terá total responsabilidade sobre futuras conseqüências", diz o texto.

Novas operações militares

Uma pequena força israelense entrou na Faixa de Gaza para fazer buscas em túneis e minas, segundo fontes militares.

Tanques e escavadeiras foram posicionados no norte da Faixa de Gaza, mas militares disseram que a operação não faz parte de uma incursão maior.

Fontes militares afirmaram ainda que a força enviada para Gaza estava lá para "conduzir pequenas operações com o objetivo de encontrar túneis e explosivos".

No domingo, tanques se deslocaram para a fronteira de Israel com a Faixa de Gaza e aviões e artilharia realizaram ataques contra o norte da região.

O premiê israelense disse ao Exército para que fizesse "tudo que pudesse" para libertar o soldado.

O braço militar do Hamas já havia ameaçado atacar alvos dentro de Israel se o governo israelense não suspendesse a ofensiva em Gaza.

Militantes têm usado a área para lançar granadas contra o território israelense.