02 de julho, 2006 - 11h04 GMT (08h04 Brasília)
Israel atacou o escritório do primeiro-ministro palestino Ismail Haniya na Cidade de Gaza, aumentando a pressão pela libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por militantes palestinos.
O gabinete de Haniya ficou em chamas após o ataque aéreo, o último de uma série de incursões contra alvos na Faixa de Gaza, iniciadas na quarta-feira.
Testemunhas dizem que dois mísseis atingiram o lado sul do prédio, que estava vazio.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se reuniu com membros de seu gabinete neste domingo para decidir os próximos passos na crise que aumentou a tensão na região e que, segundo agências de ajuda humanitária, ameaça causar uma catástrofe humana na Faixa de Gaza.
Israel diz que os ataques vão continuar até que o soldado Shalit seja libertado. Ele foi capturado no domingo passado e está em poder de grupos militantes palestinos.
Outros ataques na noite passada atingiram uma escola na Cidade de Gaza e bases do Hamas no norte da Faixa de Gaza, matando um militante de 34 anos.
Ao inspecionar o local, o primeiro-ministro palestino disse que a incursão israelense, que deixou três guardas de segurança feridos, foi um ataque "contra um símbolo do povo palestino".
Esperança
Haniya se encontrou com o peresidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas por uma hora após o ataque. Abbas iria se encontrar neste domingo com o enviado da ONU Alvaro de Soto.
Falando antes do ataque, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que ele ainda tinha esperanças de uma solução pacífica para o caso.
Ele afirmou que a porta para um acordo não havia sido totalmente fechada e que as negociações iriam continuar, mas indicou que há limites para o seu otimismo, segundo o correspondente da BBC.
Os três grupos que estariam com o soldado israelense exigiram a libertação de mil prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses e um fim da atual ofensiva. Israel se recusa a considerar a libertação dos prisioneiros.
Negociadores egípcios não conseguiram obter a libertação do soldado.
Em Washington, o presidente americano George W. Bush disse que a saída é a libertação do soldado israelense.
Mas um porta-voz do Hamas disse que os palestinos não são responsáveis pelo que chamou de uma declaração de guerra aberta por parte de Israel.