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01 de julho, 2006 - 16h56 GMT (13h56 Brasília)

Israel entra em choque com militantes em Gaza

Soldados israelenses entraram em choques com militantes palestinos pouco depois de cruzar a fronteira no sul da Faixa de Gaza, neste sábado.

Veículos militares israelenses entraram no território perto da cidade de Khan Younis por volta do meio-dia, hora local, e foram recebidos a tiros pelos militantes, num dos piores choques desde o início da recente crise.

As forças israelenses já estavam no sul da Gaza, aumentando a pressão pela libertação de um soldado israelense seqüestrado por militantes palestinos no último domingo.

O presidente americano, George W. Bush, pediu que os militantes libertem o soldado Gilad Shalit.

Israel já rejeitou as condições impostas para obter informações ou a libertação do soldado, seqüestrado durante um ataque contra um posto militar na fronteira com a Faixa de Gaza, no qual morreram outros dois soldados e um militante.

Os três grupos suspeitos de manter o refém exigem a libertação de 1.000 prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses, e o fim das ofensivas militares.

Um grande contingente israelense permanece estacionado na fronteira norte da Faixa de Gaza, enquanto mediadores continuam tentando buscar uma solução diplomática.

Tanques e escavadeiras

Não há registros de mortos nos choques deste sábado.

Uma pequena frota de tanques e escavadeiras cruzou a fronteira no que os israelenses vêem como uma operação limitada, e foi atacada depois de percorrer poucas centenas de metros.

Há informações de que uma escavadeira foi atingida por uma granada.

Segundo a agência de notícias France Presse, os israelenses responderam ao fogo com artilharia e helicópteros militares.

Bush

O presidente Bush disse que a libertação do soldado é essencial para pôr fim à crise, na qual forças israelenses já destruíram pontes e locais considerados suspeitos na Faixa de Gaza, além da única central elétrica do território.

A declaração teria sido feita durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan.

O chefe do Serviço de Inteligência egípcio, Omar Suliman, ia chegar à região neste sábado para se reunir com os dois lados.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, cujo partido Fatah perdeu as eleições gerais para o Hamas, em janeiro, aparentemente acusou o Hamas de não conseguir apresentar uma frente unida para as negociações.

"A liderança política do Hamas fora de Gaza está dizendo que a decisão está nas mãos de seu braço armado... enquanto o braço armado diz que a decisão está nas mãos da liderança política fora de Gaza", teria dito ele, segundo a agência de notícias Associated Press.