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30 de junho, 2006 - 19h15 GMT (16h15 Brasília)

EUA investigam assassinato de família no Iraque

Um tribunal militar dos EUA abriu uma investigação para apurar a morte de uma família iraquiana e o possível envolvimento de soldados norte-americanos

A investigação - que foi divulgada nesta sexta-feira – começou no sábado passado e se segue a um inquérito militar.

De acordo com a agência AP, um oficial não-identificado disse que uma mulher que estaria entre as vítimas, teria sido estuprada antes de morrer e que cinco soldados estão sob suspeita.

O evento é o mais recente na série de inquéritos que apuram abusos das tropas americanas no Iraque.

O Comando de Investigação Criminal do Exército americano foi encarregado de apurar o incidente, que aconteceu na área de Mahmudiya, a sul de Bagdá, depois que as avaliações iniciais encontraram evidências suficientes para aprofundar o caso.

Confinados na base

Quase não há detalhes dados sobre o caso oficialmente.

“A investigação somente começou. Estamos começando a entrar nos detalhes”, disse o porta-voz do Exército, major Todd Breasseale.

O oficial não-identificado que falou à AP disse que acompanhou de perto a investigação e confirmou que um soldado teve participação central no episódio, sendo preso, com os outros quatro sendo confinados na base.

Na última quinta-feira, sete fuzileiros e um marinheiro foram acusados de assassinar um deficiente físico iraquiano em Hamdaniya, em Abril.

No início desta semana, quatro soldados foram acusados pelo assassinato de três prisioneiros na região de Tikrit.

Um massacre ocorrido em Hadditha, em novembro último, ainda está sendo apurado, em outro inquérito do Pentágono, onde 24 pessoas morreram.

Correspondentes disseram que os casos de Hamdaniya e Hadditha tiveram um impacto muito negativo na imagem dos fuzileiros e geraram a preocupação entre eles sobre a conduta que alguns têm tido na campanha militar do Iraque.