29 de junho, 2006 - 08h15 GMT (05h15 Brasília)
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, disse que vários grupos insurgentes responderam positivamente a seu plano de reconciliação nacional.
O plano, que Maliki apresentou ao Parlamento no domingo, tem o objetivo de acabar com a violência sectária no país, oferecendo uma anistia a alguns insurgentes.
Maliki elogiou a resposta ao plano e disse que vai conversar com qualquer um que não esteja envolvido em derramamento de sangue ou crimes.
Militantes islâmicos radicais já descartaram adesão à proposta.
Cronograma
Maliki disse que ele e outros integrantes do governo foram contactados diretamente por várias pessoas envolvidas na chamada resistência e em outras atividades militares.
Essas pessoas disseram que estão dispostas a se unirem ao processo político e depor suas armas, disse Maliki.
Segundo a agência de notícias Associated Press, 11 grupos insurgentes sunitas se dispuseram a parar de atacar forças lideradas pelos Estados Unidos se for feito um cronograma de dois anos para que as forças estrangeiras deixem o Iraque.
Maliki não rejeitou a exigência de imediato, mas disse que será difícil ter toda a segurança passada para os iraquianos nesse prazo.
Acredita-se que existam cerca de 25 grupos insurgentes no Iraque.
Naseer al-Ani, do maior grupo político sunita, disse que se o plano for implementado adequadamente, "70% dos grupos insurgentes vão responder positivamente".
Mas o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, disse que tudo vai depender do quão seriamente o governo acompanhará as questões que preocupam aos sunitas, tais como o combate às poderosas milícias xiitas, responsabilizadas pela violência sectária, e a libertação de presos que não tenham sido condenados por crimes graves.
Pelo plano de Maliki, uma nova comissão será criada para supervisionar o processo de reconciliação, com representação em todas as províncias iraquianas.