28 de junho, 2006 - 11h20 GMT (08h20 Brasília)
As autoridades iraquianas disseram nesta quarta-feira ter identificado um grupo de sete supostos militantes da Al-Qaeda como responsáveis pelo atentado a bomba contra um santuário xiita em Samarra no começo do ano.
O atentado que destruiu o santuário de Askari, em fevereiro, levou à intensificação dos confrontos sectários entre xiitas e sunitas no país, gerando temores sobre uma possível guerra civil generalizada.
O assessor nacional de segurança iraquiano, Muwaffaq Al-Rubaie, disse que um dos membros do grupo – um tunisiano identificado como Abu Qudama – havia sido preso havia alguns dias e confessou seu envolvimento no atentado.
Nenhum outro detalhe foi revelado sobre as ligações dos demais homens com o atentado.
Rubaie disse que o ataque foi planejado por um iraquiano, Haitham Al-Badri, que ainda estaria foragido.
Ele disse que o grupo inclui ainda outro iraquiano e quatro sauditas.
Centenas de pessoas foram mortas e milhares foram obrigadas a deixar suas casas por causa das disputas sectárias intensificadas após o atentado em Samarra.