22 de junho, 2006 - 00h23 GMT (21h23 Brasília)
O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos acusou sete de seus integrantes e um recruta da Marinha pela morte de um civil iraquiano.
Eles também enfrentam a acusação de seqüestro e conspiração, disse um porta-voz do campo da base militar de Pendleton, na Califórnia, onde os réus estão detidos desde maio.
Eles são acusados de matar a tiros um homem deficiente em Hamandiya, na região central do Iraque, no dia 26 de abril, e acobertar as circunstâncias de sua morte. A suposta vítima, de 52 anos, foi retirada de sua casa e alvejada.
Um fuzil e uma pá foram deixados junto ao corpo para dar a aparência de um insurgente colocando uma bomba na beira da estrada.
Esta é mais uma em uma série de investigações sobre o suposto abuso ou morte de iraquianos pelas forças da coalizão.
Uma outra investigação do Pentágono apura os fatos em um suposto massacre em Haditha, em novembro passado, em que, acredita-se, 24 civis foram mortos.
Segundo correspondentes, os casos de Hamandiya e Haditha geraram muita publicidade desfavorável para os fuzileiros e preocupação dentro da instituição sobre a conduta de alguns de seus integrantes no Iraque.
Em outro caso, as forças americanas no Iraque anunciaram que foram feitas acusações formais contra um quarto soldado depois que três prisioneiros iraquianos foram baleados perto de Tikrit, no norte do país, no dia 9 de maio.
O anúncio foi feito depois que três soldados foram acusados na segunda-feira por assassinato premeditado no caso.
Um outro inquérito nos Estados Unidos inocentou fuzileiros no caso da morte de civis em Ishaqi em março.