21 de junho, 2006 - 01h43 GMT (22h43 Brasília)
Cerca de cem integrantes da Guarda Nacional dos Estados Unidos chegaram nesta terça-feira a Nova Orleans para patrulhar as ruas da cidade pela primeira vez desde que lidaram com as conseqüências do furacão Katrina, em setembro passado.
O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, pediu a volta à cidade de integrantes da força e da polícia estadual depois de um fim-de-semana em que foram registrados seis assassinatos.
Entre os mortos estão cinco adolescentes, encontrados baleados perto de um carro, no que acredita-se se tratar de um ataque ligado ao narcotráfico.
A Guarda Nacional foi chamada para combater saques depois que o furacão atingiu a cidade, mas deixou o local depois que a situação melhorou.
Mas um aumento acentuado da violência, que causou cerca de 50 mortes neste ano, levou a apelos para o seu retorno.
A força, formada por voluntários que trabalham por meio-período, deverá aumentar para 300 em Nova Orleans dentro de uma semana.
Os integrantes da Guarda Nacional deverão patrulhar as áreas mais danificadas da cidade, permitindo que a polícia local se concentre em setores onde a vida está voltando ao normal mais rapidamente.
A polícia estadual deverá proteger o French Quarter, a principal área turística da cidade.
Há muito tempo Nova Orleans é vista como uma cidade violenta, mas a criminalidade diminuiu drasticamente logo depois da passagem do Katrina.
Cerca de 15 mil integrantes da Guarda Nacional foram enviados a Nova Orleans na época, e 2 mil permaneceram no local até fevereiro passado.
Cerca de 1,5 mil pessoas morreram e centenas de milhares ficaram desabrigadas quando o furacão Katrina atingiu o sul dos Estados Unidos.